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Suspeita de rachadinha: vereadores de BH adotam silêncio sobre caso Léo Burguês

Por João Felipe Lolli, 26/08/2020 às 07:44
atualizado em: 26/08/2020 às 09:53

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Foto: Oswaldo Diniz/Itatiaia
Oswaldo Diniz/Itatiaia

O silêncio predomina na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) diante da suspeita de corrupção envolvendo o vereador Léo Burguês (PSL), um dos mais influentes da Casa e que está no quarto mandato. Ele é alvo de uma investigação da Polícia Civil sobre o esquema de rachadinha, que é quando o parlamentar fica com uma parte do salário dos servidores.

Ouça aqui a matéria completa com João Felipe Lolli!

Buscas e apreensões foram feitas no gabinete do vereador nessa terça-feira (25). A reportagem da Itatiaia conversou com mais da metade dos 41 vereadores, mas poucos quiseram comentar o caso, alegando que aguardam provas sobre as suspeitas. Assim, líderes da base, da oposição, de blocos temáticos, presidente e vices da CMBH preferiram o silêncio. 

A operação contra Léo Burguês foi a segunda na CMBH em menos de cinco dias. Na semana passada, o alvo foi Ronaldo Batista (PSC), suspeito de ter envolvimento no assassinato do vereador Hamilton Dias de Moura (MDB), da cidade de Funilândia. 

Irlan Melo (PSD) foi um dos poucos a falar sobre o caso. “Não é algo que nós que estamos no meio gostaríamos, mas é algo necessário para que a população tenha transparência em relação aos bens públicos e ao erário público. Pode ter certeza absoluta que, independentemente de quem seja, como já aconteceram duas cassações, não haverá nenhum tipo de impedimento para que a câmara faça qualquer outro tipo de cassação”, disse. Em 2019, Cláudio Duarte e  Wellington Magalhães tiveram os mandatos cassados. 

“É pego de surpresa. Foi o Ronaldo esses dias por homicídio e agora o Léo. A gente fica assustado”, disse o vereador Carlos Henrique (PTB).
 

Prefeitura 

Silêncio também na Prefeitura de BH, que tem Léo Burguês como líder na CMBH. O executivo informou que não vai comentar o caso.

Em nota, burguês afirmou que  recebeu a visita dos policiais civis "com surpresa". O vereador também afirmou que não pode se manifestar sobre o motivo da operação "por ainda ser desconhecido pra mim e meus advogados". A nota encerra com Léo Burguês dizendo que "todos os atos da minha vida são pautados pela licitude e honradez".

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