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Uso de fones de ouvidos requer atenção redobrada, alerta médico 

Por Aline Campolina, 12/11/2019 às 09:53
atualizado em: 12/11/2019 às 09:57

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Foto: Banco de imagens Pixabay
Banco de imagens Pixabay

O uso de fones de ouvido é cada vez vez mais comum, principalmente entre os jovens. Seja para ouvir músicas ou para assistir vídeos no celular, o acessório se tornou indispensável. Mas o problema maior é o volume exagerado do som que sai do equipamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 50% das pessoas entre 12 e 35 anos (1,1 bilhão) correm o risco de sofrer perda auditiva devido à exposição prolongada e excessiva a sons altos – incluindo por meio de dispositivos de áudio pessoais.
 
Na Semana Nacional de Prevenção e Combate a Surdez, um alerta é feito à população com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância do cuidado com a saúde auditiva. De acordo com Marcone Teixeira Fonseca, Otorrinolaringologista da Unimed-BH, além do envelhecimento da população, a poluição sonora e o uso excessivo do dispositivo de ouvido estão entre os principais vilões, especialmente para os mais jovens. “O grau de exposição ao ruído é muito intenso. E o que é mais preocupante são os jovens com hábito de usar fones no ouvido o tempo todo. Isso, claro, vai provocando lesão auditiva gradativa” explica o médico.
 
O som muito alto pode provocar um zumbido no ouvido. Nesse caso, segundo Marcone, já é a manifestação de um estresse auditivo. “Se esse estresse é continuado, uma das consequências é que esse zumbido pode não sumir mais. O zumbido é um indicativo de que está tendo uma agressão das células do ouvido interno. E a consequência da agressão vai ser a perda auditiva”, diz.
 
Além do zumbido, outros sinais de perda auditiva, no geral, devem ser observados. Nos adultos ou idosos, o ato de aumentar um pouco mais o volume da televisão por dificuldade de ouvir ou até mesmo o volume do telefone são alguns exemplos. “A grande preocupação é com as crianças, principalmente na idade pré-escolar, quando ela está começando a passar pelo processo de alfabetização e, às vezes, não é capaz de manifestar aos pais alguma dificuldade. Aí é fundamental a ação do professor, que vai perceber aquela criança mais desatenta, dispersa, pedindo sempre para repetir, e dos pais, para um diagnóstico precoce”, ressalta o especialista da Unimed-BH.
 
De acordo com dados recentes da OMS, existem 500 milhões de surdos no mundo e, até 2050, os casos devem chegar a 1 milhão. A surdez é considerada a primeira deficiência com mais impacto no índice de qualidade de vida da população, acima até da deficiência visual. Por isso, a surdez foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde como uma das 5 prioridades para este século.

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