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‘Toda sexta eu vivo aquela dor’, desabafa mulher que perdeu a irmã em Brumadinho 

Por Redação, 24/01/2020 às 15:03

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A sexta-feira é sempre um dia doloroso para a professora aposentada Sirlene Brito, de 55 anos. Foi neste dia da semana, em 25 de janeiro de 2019, que ela perdeu a irmã, Sirlei Brito, vítima do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

“A dor nunca vai passar. Toda sexta-feira eu vivo aquela sexta novamente, aquela dor. Eu vou morrer com isso. Eu rezo e peço a Deus para ter misericórdia da gente. Se eu pudesse voltar no tempo, eu ia fazer tudo tão diferente”, desabafa. 

Sem esconder as lágrimas, em conversa com a reportagem, ela súplica: “Se Deus me desse cinco minutos, cinco, eu tinha tanta coisa para falar com ela: ‘Ô Sirley, que saudade que eu tenho’. Como eu a amava. Agora é uma mistura de sentimentos: dor, saudade, injustiça e de nunca mais ouvir a voz da pessoa ou poder tocar nela.

Mas a certeza que fica é de que a tragédia deixou lições: de valorizar a presença das pessoas enquanto é tempo. “Meu pai disse: ‘Eu não falei para minha filha o quanto ela é importante para mim’. Eu respondi: ‘Ela sentia’. Quantas vezes a gente não fala ‘eu te amo, como você é importante’”, completa. 

No próximo dia 25, a tragédia, que deixou 270 mortos, completará um ano. Como forma de homenagear as vidas levadas pela lama, a Itatiaia veicula a série ‘Memórias de um ano que não passou’. Clique aqui e ouça a história de Sirlene Brito com o repórter João Felipe Lolli

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