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Sem recursos para o 'Minha Casa, Minha Vida', setor da construção civil amarga prejuízos

Por Redação , 18/04/2019 às 07:55
atualizado em: 18/04/2019 às 08:52

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Foto: Elza Fiuza/Arquivo/Agência Brasi
Elza Fiuza/Arquivo/Agência Brasi

O Minha Casa Minha Vida corresponde a 69% do mercado imobiliário do país e atualmente está em um grande impasse. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon), Geraldo Jardim Linhares Júnior, o governo federal atrelou os recursos do programa à aprovação da reforma da Previdência, o que prejudica o setor e pode gerar o fechamento de milhares de postos de emprego. 

“Nós queremos atingir 2 milhões de empregos, mas novos empregos. A política habitacional do governo está aquém do que poderíamos imaginar. Está totalmente fora do que foi combinado com o setor no final do ano passado. Estão querendo vincular o programa à aprovação da reforma da Previdência e nós achamos que uma coisa não tem nada a ver com a outra”, diz Geraldo Linhares. 

O presidente do sindicato diz que não descarta a paralização do setor caso não haja diálogo e investimentos no Minha Casa Minha Vida, que apenas em 2019 viu o orçamento encolher mais de R$ 2 bilhões. “Eu cheguei à conclusão que se a gente não conseguir começar a ter um nivelamento de conversa, para liberação de recursos, vamos ter que fazer igual os caminhoneiros fizeram: vamos ter que fazer a marcha da construção civil”. 

“O Minha Casa Minha Vida corresponde a 68% do mercado imobiliário. Se tivermos os cortes que o governo está planejando, nós teremos uma dificuldade muito grande de rodar o setor e teremos, com certeza, demissões em massa”, alerta. 

Desde 2009, quando foi criado, o programa Minha Casa Minha Vida foi responsável pela construção de mais de 5 milhões de moradias, beneficiando mais de 20 milhões de pessoas. 

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