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Rejeitos da barragem da Vale em Brumadinho chegaram ao Rio São Francisco, diz estudo de ONG

Por Redação , 22/03/2019 às 12:52
atualizado em: 22/03/2019 às 14:46

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Foto: BTN/ Itatiaia
BTN/ Itatiaia

A Organização Não Governamental (ONG) SOS Mata Atlântica divulgou, nesta sexta-feira (22), um estudo que aponta que a lama da barragem da Vale que se rompeu dia 25 de janeiro em Brumadinho, na Grande BH, já contaminou o reservatório da Usina de Três Marias, no Rio São Francisco, Região Central de Minas Gerais.

Dos 12 pontos analisados no São Francisco, nove estavam com condição ruim e três, regular, o que torna o trecho a partir do Reservatório de Retiro Baixo – entre os municípios de Felixlândia e Pompéu – até o Reservatório de Três Marias, no Alto São Francisco, com água imprópria para usos da população.

Nesses pontos de coleta, a turbidez – transparência da água – estava acima dos limites legais definidos pela Resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), para qualidade da água doce superficial. Em alguns locais, esse indicador chegou a alcançar duas a seis vezes mais que o permitido pela resolução.

Segundo a entidade, as concentrações de ferro, manganês, cromo e cobre também estão acima dos limites máximos permitidos pela legislação, o que evidencia o impacto da pluma de rejeitos de minério sobre o Alto São Francisco.

“Os dados comprovam que o Reservatório de Retiro Baixo está segurando o maior volume dos rejeitos de minério que vem sendo carreados pelo Paraopeba. Apesar das medidas tomadas no sentido de evitar que os rejeitos atinjam o rio São Francisco, os contaminantes mais finos estão ultrapassando o reservatório e descendo o rio e já são percebidos nas análises em padrões elevados”, divulgou a SOS Mata Atlântica.

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