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Defensor dos direitos humanos, rabino Henry Sobel morre aos 75 anos nos Estados Unidos

Por Agência Brasil, 22/11/2019 às 14:30
atualizado em: 22/11/2019 às 14:42

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O rabino Henry Sobel, de 75 anos, morreu na manhã desta sexta-feira em Miami, nos Estados Unidos, por complicações associadas a um câncer. Nascido em 9 de janeiro de 1944, em Lisboa, Portugal, ele chegou ao Brasil na década de 70.  

Sobel foi presidente da Congregação Israelita Paulista até outubro de 2007 e é conhecido, principalmente, por sua luta em defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar. 

A morte foi lamentada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib) e pela Congregação Israelita Paulista (CIP). Por meio de nota, as entidades classificaram o rabino como “um protagonista histórico na defesa dos direitos humanos no Brasil, com destaque para sua atuação na luta pelo esclarecimento da morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, em São Paulo, durante a ditadura militar. Sobel recusou-se a enterrar Herzog na ala dos suicidas do cemitério israelita, por rejeitar a versão oficial acerca das circunstâncias da morte. O rabino também participou, ao lado de líderes como Dom Paulo Evaristo Arns e Jaime Wright, do ato ecumênico em homenagem a Herzog, naquele mesmo ano”.

Para o rabino Michel Schlesinger, da CIP e representante da Conib para o diálogo inter-religioso, Sobel foi o maior representante da comunidade judaica brasileira. "De seu modo contundente e carismático, comunicou os valores judaicos humanistas para o nosso país. Quando denunciou o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, contribuiu de maneira definitiva para a redemocratização do Brasil", disse.

O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, lamentou a morte do rabino e destacou sua trajetória. “A comunidade judaica e o Brasil perdem não só um defensor inegável dos direitos humanos e dos valores judaicos, mas uma figura ímpar, que deixou marca indelével na história do país”, disse. 

O governador de São Paulo, João Doria, usou sua conta no Twitter para homenager Sobel. “Um grande defensor dos direitos humanos”, escreveu Doria.

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