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Psicóloga alerta para importância de debater a saúde mental de profissionais da segurança

Por Redação , 25/07/2019 às 11:45
atualizado em: 25/07/2019 às 11:52

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Foto: Breno Pataro
Breno Pataro

A cada 45 minutos, uma pessoa se mata no Brasil. O país, é o oitavo país com mais suicídios, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Apenas no ano passado, o Centro de Valorização a Vida (CVV), que trabalha com prevenção ao suicídio recebeu mais de 3 milhões de atendimentos.

Ouça a matéria completa com a repórter Amanda Antunes

Em meio aos alarmantes dados, estão os agentes da Segurança Pública, que sofrem com a periculosidade da profissão e a pressão por resultados. Ao longo desta semana, a Itatiaia veiculou reportagens especiais para mostrar como o tema é delicado e pouco abordado.

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Pelo menos quatro agentes da segurança pública de Minas tiraram a vida em apenas uma semana, o que chamou atenção para o tema. De acordo com especialistas, o estressa da profissão não é o maior problema, mas sim a falta de mecanismos para coibir o adoecimento dos policiais.

“Eu trabalho sobre um estresse profundo. Eu durmo a poder de remédio. Eu me automedico, às vezes. Alimento-me mal. Durmo mal. Eu tenho que absorver essa energia negativa o máximo que eu puder e tentar não repassá-la para a sociedade, porque eu tenho que ser cordial”, desabafa um profissional que não será identificado.

De acordo com a psicóloga Vivian Zicker, membra da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio, o ato de tirar a própria vida é multifatorial. Ela destaca que os profissionais da segurança são submetidos a enormes pressões.

“Isso potencializa alguns adoecimentos que a agente tem: ansiedade, depressão, síndrome do pânico... Os militares tem uma profissão que não podem expressar fragilidade e medo, então eles acabam ficando mais contidos e guardam para si questões que vão aumentando se não forem tratadas”, destaca.

Vivian Zicker ainda ressalta a importância de falar sobre o suicídio, já que o comportamento pode se manifestar mesmo em pessoas que, aparentemente, estavam bem. “Depois que houve o suicídio, a gente faz uma retrospectiva da vida e percebe que ela deu vários sinais. Isso não é do nada.”

Em nota, o governo de Minas informou que por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), garante o acompanhamento periódico da saúde de todos os agentes e que está trabalhando na melhoria das condições de trabalho dos profissionais que atuam com a segurança pública em Minas Gerais.

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