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Moradores da Vila Cemig, em BH, denunciam insegurança causada pela guerra do tráfico de drogas

Por Redação , 16/08/2019 às 18:37
atualizado em: 16/08/2019 às 19:20

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Moradores da Vila Cemig, na região do Barreiro, em Belo Horizonte, denunciam a situação que têm vivido em decorrência da guerra do tráfico de drogas entre as gangues Unidos da Faizão e Demônios da Vila Cemig. 

De acordo com um dos moradores, que não quis se identificar, eles têm recebido mensagens pelo Whatsapp, que seriam enviadas pelos traficantes, com várias regras a serem seguidas. Entre elas não deixar o celular à mostra, não usar o aparelho e nem mesmo segurá-lo, andar com os carros com o farol baixo, vidro aberto e luz do teto ligado. 

“Essas mensagens têm deixado a gente com bastante medo pelo fato de a gente viver na comunidade. As mensagens estão sendo bem claras. Moradores que não estão cumprindo as regras deles [traficantes] vão correr o risco de morte.”

Segundo o morador, entregadores e motoristas de aplicativo não entram mais na Vila devido às proibições. “A gente tem medo de voltar para casa. Você trabalha o dia inteiro e, quando chega a hora de você voltar, você recebe uma mensagem na qual está dizendo que está perigoso, [que tem] toque de recolher, que está matando ou matou, troca de tiro, isso aí.”

No início desta semana um homem foi assassinado na Vila e, segundo este morador, os traficantes desconfiavam de que ele seria intermediário de conversas entre as duas gangues. “Era um cara totalmente inocente, trabalhador, pai de família, levantava todos os dias para defender o pão e foi totalmente alvejado, inocentemente.”

O homem conta ainda que os moradores têm vivido em um “fogo cruzado”. “A gente precisa sair, precisa entrar, a gente precisa comprar e estamos com uma dificuldade muito grande. A gente pede muito a Deus para não encontrar com eles [os traficantes] porque quando encontra, se eles não vão com sua cara, infelizmente te perguntam quem você é, de onde você é. Dependendo, mesmo se você for uma pessoa inocente, eles vão atrás.”

O morador faz um apelo e diz esperar que a polícia auxilie a resolver a situação. “A comunidade clama nesse momento e a única coisa que a gente pode pedir é que a polícia nos ajude.” 


 

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