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Integrante da arbitragem no clássico, Benevenuto relata fake news e ameaça de torcedores 

Por Redação , 17/04/2019 às 13:26
atualizado em: 17/04/2019 às 14:09

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Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Árbitro CBF, o mineiro Igor Junio Benevenuto tem convivido com ameaças de torcedores desde a primeira partida da final do Campeonato Mineiro, vencida pelo Cruzeiro por 2 a 1, no último domingo (14), no Mineirão. Tudo porque ele integrava a comissão de arbitragem do clássico, que foi marcado por polêmicas, principalmente quanto ao árbitro de vídeo. 

O Atlético contesta um pênalti não marcado no final do primeiro tempo e a sinalização incorreta de um escanteio que resultou no segundo gol do Cruzeiro. Por outro lado, a equipe celeste questiona a anulação de um gol do Fred.

O clima de insatisfação extrapolou as quatro linhas e foi direcionado a Benevenuto, que não era o juiz da partida, mas foi convocado para apoiar o árbitro de vídeo. Ele cobra por justiça, já que não podia interferir nos lances. “Eu participei da equipe do VAR, mas não era quem tomava as decisões.”

Ele explica que em uma cabine do VAR há três funções: o VAR, o AVAR, que é o auxiliar, e o apoio do VAR, como se fosse um quarto árbitro. “A minha função era anotar todos os acontecimentos do jogo. Substituições, cartões e o tempo de revisão para fazer o acréscimo. Se em alguma situação o árbitro [de vídeo] achasse viável, ele poderia pedir alguma opinião para mim, mas isso não aconteceu”, detalha. 

“Infelizmente, por questão cultural, de falta de educação e informação, alguns torcedores acharam que eu era o VAR e decidi todas as coisas. Isso não é verdade e não aconteceu. Conseguiram meu número e estão mandando mensagem me ameaçando, xingando e falando um monte de besteiras e asneiras. Nas minhas redes sociais, a mesma coisa. São pessoas mentirosas, oportunistas e caluniosas que estão dizendo isso. Que a gente possa ter mais tolerância”, desabafa.

Fake News 

Além das ameaças, Benevenuto teve o nome associado ao programa de sócio torcedor do Cruzeiro. “Estão espalhando nas redes sociais uma fake news, uma mentira absurda, que nunca existiu, falando que eu sou sócio torcedor do Cruzeiro. Isso não existe. Nunca fui torcedor do Atlético, Cruzeiro, América e de nenhum time de Minas. Isso eu provo. E se alguém falar vai ter que provar. Então, tem a área judicial que a gente pode acionar”, diz. 

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