DIGI+ Campeão Mineiro - Internas

Notícias

Catadores ainda aguardam definições sobre fim do Centro Mineiro de Referência de Resíduos

Por Redação , 06/04/2019 às 08:25
atualizado em: 06/04/2019 às 08:38

Texto:

Foto: Rômulo Ávila/Itatiaia
Rômulo Ávila/Itatiaia

Catadores de materiais recicláveis de Minas aguardam reuniões da comissão criada para buscar alternativas sustentáveis para manutenção do Centro Mineiro de Referência de Resíduos (CMRR) no bairro Esplanada, região Leste de Belo Horizonte. A criação da comissão foi definida em audiência pública realizada na  Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).  As atividades no CMRR foram encerradas sábado passado, dia 30.

 Em nota enviada à Itatiaia, a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) diz que, após o encontro na ALMG, alguns serviços foram mantidos no endereço do bairro Esplanada, informação não confirmada pela reportagem da Itatiaia que, sem se identificar, esteve no local e ligou para o CMRR. Os poucos funcionários que permanecem no endereço fazem trabalho de limpeza, vigilância e de guardar e separar documentos para a mudança.   

A Feam ressalta na nota que não está encerrando a interlocução com o catador, mas apenas realizando o deslocamento do atendimento para a Cidade Administrativa.

“A Fundação também esclarece que ao ser fundado, o CMRR tinha como meta a autossustentabilidade, por meio de parcerias. Contudo, a crise inviabilizou a captação de projetos, o que levou o atual governo a propor seu deslocamento para a Cidade Administrativa”, diz a nota.

Catadores de materiais recicláveis criticam a falta de diálogo e a decisão unilateral do governo, que alega cortes de custos. Segundo o deputado André Quintão (PT), autor do pedido de audiência pública, a manutenção do CMRR gira em torno de R$ 55 mil mensais. Por outro lado, o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis destaca que a importância do CMRR vai muito além de acolher os catadores. Eram mais de 200 municípios que buscavam apoio em processos de gestão de resíduos e inclusão de catadores de materiais recicláveis, movimentando R$ 198 milhões anuais.

O professor do mestrado ambiental José Cláudio Junqueira classificou o fechamento do CMRR como retrocesso e criticou o argumento de corte de gastos.“Os gastos de manutenção são irrisórios, com despesas inferiores ao que gastam com dois ou três cargos comissionados, que existem muitos na Cidade Administrativa sem produtividade. A administração estadual preza cada vez mais trabalhos burocráticos de gabinete, como é o caso da Secretaria de Meio Ambiente, que não consegue ver a importância do CMRR”, disse em entrevista ao portal especializado em Direito Dom Total.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    ⚽️Maior artilheira das Copas do Mundo, Marta celebra feito: 'Dedico às mulheres' - https://t.co/dtbIESsgG7 https://t.co/FTnrKeoxRx

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    ⚽Atacante de velocidade atua pelos lados de campo

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    ⚽ Nesta Copa, a camisa 10 da seleção brasileira entra em campo sem nenhum patrocínio de material esportivo, e não se trata de frescura ou mimimi.

    Acessar Link