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Câncer infantojuvenil: especialista considera que indefinição de atendimento para faixa etária é um dos grandes desafios

Por Aline Campolina/Itatiaia, 22/11/2019 às 12:23
atualizado em: 22/11/2019 às 12:23

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O câncer é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Ainda segundo o órgão, a expectativa é que haverá mais de 12.500 novos casos da doença infantojuvenil em 2019.

Os tumores nesse público têm causas bem distintas das ocorrências nos adultos. Por isso, mais do que ter informação e acesso a tratamento, é preciso criar um protocolo para atendimento dos adolescentes, que acabam ficando num processo intermediário entre pediatras e médicos para adultos.

Vanessa Carvalho, oncopediatra do Hospital da Baleia, afirma que a forma de atender a faixa etária de 0 a 19 anos nos hospitais e unidades de emergência varia muito e que não há uma padronização de atendimento. “Quem trata o adolescente? É o Clínico Geral? É o Oncologista Clínico? É o Hebiatra (que é o pediatra do adolescente)? É o pediatra do Pronto Socorro? Ou o é o Oncologista pediátrico? Então essa indefinição de encaminhamento é um dos fatores que fazem com que a gente receba esse paciente tardiamente”, detalha a médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SABOPE), a taxa de cura ainda deixa a desejar mediante a descoberta tardia.  Neste sábado (23), quando se comemora do Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-juvenil, profissionais da área chamam a atenção da população para a importância de se conscientizar para o problema.

De acordo a oncologista, o câncer mais frequente da infância e da adolescência é a leucemia. “De uma maneira em geral, os tumores dessa faixa etária surgem de alterações celulares. Diferente dos adultos, a infância e adolescência você não tem exames preventivos. São doenças que têm características muito semelhantes no sentido de surgir rápido, evoluir rápido e exigir um tratamento rápido”, explica.

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