PMC - Maxi 970 x 150

Notícias

Após apoiar Haddad, Calheiros não diz se será oposição e faz acenos ao governo Bolsonaro

Por Agência Estado, 06/11/2018 às 14:52
atualizado em: 06/11/2018 às 14:53

Texto:

Foto: Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem evitado dizer se será oposição ou não ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mas tem feito acenos ao novo governo. O emedebista apoiou a candidatura de Fernando Haddad (PT) e é um dos nomes cotados à presidência do Senado na próxima legislatura, posto que já foi ocupado duas vezes por ele. Calheiros terá resistência do governo, caso se coloque na oposição.

"Não posso antecipar se serei oposição. Você não pode se colocar indefinidamente num campo político. Dá para se fazer muita coisa sem rótulos", afirmou o senador ao deixar a sessão comemorativa aos 30 anos da Constituição Federal nesta terça-feira.

Calheiros também tem evitado se declarar candidato à presidência do Senado. "Eleição para o Senado é em fevereiro. Quanto mais você antecipar, mas você acirra sentimentos", disse.

Sem declarar seu posicionamento, mas ao mesmo tempo fazendo acenos ao governo Bolsonaro, Calheiros declarou que pode colaborar em questões de economia no novo governo. "Como no combate aos privilégios, na definição do papel do Banco Central, acho que essas coisas podem ser discutidas na questão dos grandes salários", afirmou. 

Ele também elogiou a indicação do juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça. "A presença do Moro no governo é muito importante, sem dúvida ele qualificará o novo governo", disse Calheiros, que foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Jucá

A escolha de Moro também foi comentada por outro emedebista, um dos políticos mais experientes do atual Congresso, o senador Romero Jucá (MDB-RR). "Não temos que ter preconceito", disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta terça-feira. 

O emedebista, que já foi apontado como articulador de uma reação política à Operação Lava Jato após ter conversa vazada na qual falava sobre um suposto "acordo nacional" para conter a "sangria", afirma não temer uma "caça às bruxas" no próximo governo. "As bruxas já são as bruxas, não são reconhecidas no mundo real. O governo vai ter que cuidar do mundo real."

Calheiros e Jucá presenciaram boa parte da homenagem à Constituição nesta terça, que contou com discursos do presidente Michel Temer, de Bolsonaro, entre outros autoridades, sentados lado a lado no plenário da Câmara.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    'Eu estou levando minha revolta para um lado de injustiça, eu preciso de uma resposta. Eu guardei tudo no quarto do bebê. Essa dor parece que não vai passar', completa.

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    O caso foi revelado em primeira mão pela rádio Itatiaia e repercute nacionalmente.

    Acessar Link