Rômulo Ávila

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Principal rival do Cruzeiro é ele mesmo

22/11/2019 às 06:17

Bruno Haddad/Cruzeiro

O Cruzeiro escapa do rebaixamento com facilidade se conseguir superar o principal rival: ele mesmo. Não tem como escapar do rebaixamento sem fazer a própria parte. Matematicamente, a situação celeste não é desesperadora. Com 36 pontos, precisa de duas vitórias e um empate nas cinco partidas restantes, contra Santos (fora), CSA (em casa), Vasco (fora), Grêmio (fora) e Palmeiras (em casa).

O grande problema é que o Cruzeiro não passa confiança e muitos torcedores perguntam: “Não ganhou do lanterna Avaí no Mineirão, vai ganhar de quem?”.

Tal questionamento resume muito o momento técnico delicado do Cruzeiro. O time não reage, a falta de confiança é quase total, a pressão aumenta a cada rodada e a possibilidade de recuperação fica cada vez menor. Se perder para o Santos neste sábado, na Vila Belmiro, o time celeste pode terminar a rodada na zona de rebaixamento e não dependerá somente de suas forças para evitar a queda.

A briga contra o rebaixamento garante a emoção na reta final do Campeonato Brasileiro, que tem o Flamengo virtual campeão e o G4 praticamente definido. Nem mesmo o Atlético, com 41 pontos, está salvo da degola. Mas creio que o último rebaixado deve ficar entre Botafogo, Ceará, Cruzeiro e Fluminense.  

Desses, o Botafogo é o time com o pior aproveitamento no returno: são nove pontos conquistados em 42 possíveis. O Ceará tem 14, o Fluminense soma 17 e o Cruzeiro 18. Um pouco mais tranquilos, o Atlético conseguiu 14 e o Fortaleza 20. Seguindo essa lógica, o Botafogo é o candidato mais forte a cair junto com Avaí, Chapecoense e CSA. No entanto, uma vitória pode mudar todo o cenário.

O Cruzeiro precisa colocar a cabeça no lugar, tentar retomar parte da confiança e deixar de criar obstáculos para ele mesmo. É o único caminho para evitar o primeiro rebaixamento da sua história. Não há espaço para mais tropeços.

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