José Lino Souza Barros

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Caro Freud

De Juliano Martinz, Crônica Humorística – Carta Para Freud 

18/07/2019 às 11:36
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Resolvi lhe escrever uma carta porque o senhor anda muito ocupado, e eu demoro demais para me fazer compreender verbalmente. (...) Escrevendo acho conseguirei ser mais franco e direto. E franqueza é algo que me escapa pelos dedos (...).

Hoje resolvi aplicar alguns de seus conselhos. (...)

O senhor havia mencionado que eu precisava encontrar prazer no meu trabalho. Pois bem, resolvi espalhar chocolate em todas as mesas, pias, balcões, e até no banheiro. E preciso admitir que o senhor estava com toda a razão. Todo o ambiente está mais prazeroso. Há docilidade por todos os lados. Eu acho que sim. E as formigas também acharam.

Romanticamente, a história é mais complicada. (...) O senhor disse que o segredo do sucesso é fazer as mulheres rirem. Mas rir de mim também conta? 

E aquela história de conversar com a garota sobre assuntos que a interessam? Conheci uma garota e já fui puxando assunto sobre rímel, blush, cílios postiços e batom. Não sei não Freud, mas tem certeza de que esse conselho funciona? A garota soltou um “ihhh” e saiu de perto(...).

O senhor também mencionou que eu não poderia deixar as garotas me encararem como amigo, não foi? “Mulheres nunca se apaixonam por amigos”. ...) Uma amiga minha, a Miriam, chegou em mim e disse que precisava me contar um segredo.(…) Já soltei um: “Nem vem com essas fofoquinhas idiotas que me dão nos nervos. Se quiser algo quente, te dou um beijo de desentupir pia. Agora se quiser ficar nessas conversinhas frívolas e inúteis, vai procurar tua turma de tagarelas descerebrados”. (...) Acabei levando um tapa na cara.

Ah, meu amigo Sigmund. A vida não é nada fácil. Pela expressão fechada em seu rosto, o senhor deve me entender. Talvez o senhor devesse parar um pouco com esses assuntos melancólicos e se dedicar a escrever alguns textos humorísticos. Além disso, precisávamos conversar mais. Mas não dentro daquele seu consultório mórbido. Podíamos sair para tomar uma cerveja. Ver luzes, ouvir pessoas, essas coisas. (...) Quando quiser, só me avisar. Mas o senhor paga. E não vem com história de que está sem dinheiro, porque aí quem vai dizer “ihhh” sou eu.

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