Eduardo Costa

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Estudo de caso, urgente!

06/08/2019 às 01:09
Estudo de caso, urgente!

Como toda corporação organizada, a Polícia Militar de Minas tem a prática de estudar, detidamente, as ocorrências mais graves, a fim de melhor preparar a tropa para embates futuros. Na última segunda-feira (5), aconteceu algo grave, no Alto Vera Cruz, que não pode ser minimizado. Um militar tentou conter suspeito, levou um golpe que lembra judô e outras artes marciais e se safou enquanto dezenas de pessoas gravavam tudo e comemoravam.

Foram cenas desmoralizantes para a Polícia Militar. Como tudo o que é engraçado ou inusitado (ou as duas coisas juntas) toma proporções gigantescas nas mídias sociais, creio que o vexame vai extrapolar as divisas de Minas – onde sempre tivemos a polícia mais respeitada do país. E é em nome desse respeito que venho pedir um tratamento à altura ao comando da PM. Em verdade, conhecendo o comandante-geral não tenho dúvidas que vai agir. Em princípio, os chefes dos militares apenas liberaram uma nota explicando que era uma ação de rotina, que o agressor foi posteriormente preso, em companhia de mais dois rapazes que têm registro de prisão. É pouco.

A primeira coisa a ser esclarecida nos quartéis é se, de fato, o pivô da confusão estava sendo detido por implicância do PM, considerando desavenças que envolvem mulher. Isso é grave, pois, evidentemente, não pode um cidadão usar a farda e a carteira de autoridade para resolver pendengas passionais.

Depois, é conferir porque o militar errou tanto na contenção. Afinal, sabe-se que eles são treinados antes de ganharem as ruas e passam por reciclagem a cada dois anos. Portanto, a praxe é algemar e levar para a viatura, com todas as cautelas e, se necessário, usar a força para contenção. O tombo do soldado foi muito feito e não combina com a história da PM.

Por último, e o que mais me interessa, é deixar um recado claro para a população de que a atitude das testemunhas, de vaias para os PMs e aplausos para o agressor, só piora a vida da comunidade, em médio e longo prazo. As pessoas de bem sabem que se há um ou outro militar exacerbado, o caminho é o da corregedoria e não o do enfrentamento. Afinal, não dá para viver sem a proteção da boa polícia.

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