Eduardo Costa

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Estamos num momento tão crucial da vida brasileira que temos de esquecer amizades, simpatias...

24/06/2019 às 01:32

Wilson Dias/Agência Brasil

Volto à reforma da Previdência para pedir a você, caro leitor, que fale com o parlamentar em quem votou para o Congresso Nacional. Seja pessoalmente, por carta, telefone ou mídias sociais, temos até quarta-feira (26) – data em que o relatório deve ser votado na comissão especial – para evitar que nova indecência seja efetivada na Câmara dos Deputados. 

Os parlamentares têm regime especial de aposentadoria e precisam contar 35 anos de contribuição e 60 de idade. Mas podem contar tempo de serviço em outras atividades. Assim, qualquer um de nós, se trabalhou 31 anos em determinada profissão e se torna deputado, soma mais 4 anos de um mandato e terá aposentadoria diferente daquela até então garantida... 

Para se chegar ao valor exato, dividem-se os anos de contribuição por 35; assim, o deputado que tiver dois mandatos já chega a R$ 7.600, valor acima do teto da Previdência.

Se não mobilizarmos, vão manter esse inconcebível privilégio que resultou, nos últimos 9 anos, em gastos de R$ 811 milhões com a aposentadoria de 508 parlamentares. Isso mesmo, amigos; a Câmara tem 513 deputados na ativa e já 508 aposentados, que recebem, em média, cerca de R$ 14 mil todo mês. Como o Legislativo vive em outro planeta, a Câmara federal tem também 489 pensionistas ganhando, cada um, quase R$ 9 mil por mês. 

Podem dizer que contribuem, justificar do jeito que quiserem, pode ser legal e até estar certo... mas, é esquisito! Sempre fui bem tratado pelo Antônio Roberto, cidadão que apareceu dando dicas de como viver melhor, ser feliz, candidatou-se, foi eleito, alegou doença, foi aposentado, ganha mais de R$ 30 mil por mês e está aí, nos jornais, dando dica de como viver melhor. Como viver melhor?

Estamos num momento tão crucial da vida brasileira que temos de esquecer amizades, simpatias e cuidados no trato das coisas para gritar: ou o país muda de vez ou não haverá solução. Essa Previdência é um ótimo balizador da verdade brasileira: se não tivermos um tratamento de equidade para todos os que vão envelhecer um dia, podemos jogar na lata de lixo o tal artigo da Constituição que trata da igualdade de todos perante a lei e aderir de vez à lei do “farinha pouca, meu pirão primeiro”, que é sinônimo de salve-se quem puder... Terreno no qual “os bem-nascidos” evidentemente continuarão se saindo melhor, como nos últimos 519 anos.

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