Eduardo Costa

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Como não temos sequer projetos de obras estruturantes na capital, a ferrovia pode ser uma saída

09/04/2019 às 02:07

Há uma comissão especial de ferrovias na Assembleia Legislativa que merece mais atenção. Sabemos que o trânsito difícil de hoje na Região Metropolitana de Belo Horizonte vai ficar impossível quando a gasolina baixar de preço ou a crise arrefecer. Como não temos sequer projetos de obras estruturantes na capital, a ferrovia pode ser uma saída. Esqueçamos o metrô, que demanda bilhões e bilhões e é nosso vexame maior, inequívoca demonstração do quanto a classe política mineira é negligente na defesa dos interesses mais legítimos.

Vamos pensar em linhas férreas intermunicipais, como uma que pode ligar o Belvedere – bairro chique da Zona Sul – ao Inhotim, o museu famoso a céu aberto em Brumadinho, na Grande BH, que seria compensação da Vale pelo desastre humano e ambiental. Quer também a Advocacia-Geral do Estado que a mesma empresa patrocine a ligação da Estação Ferroviária com os municípios de Ibirité, Mário Campos e Sarzedo, passando pelo Barreiro, o que seria solução de transporte para algumas centenas de milhares de passageiros. 

Paralelamente, o presidente da comissão, deputado João Leite (PSDB), luta para reverter um acordo indecente feito pela Vale e o governo federal. Para operar a linha BH-Vitória por mais 40 anos, a companhia quer dar em troca outra linha para escoar produção agrícola... No Mato Grosso! Pior: ela mesmo fará e vai operar. No momento o assunto está suspenso, mas, para não perder tempo, o governo do Espirito Santo já foi à Justiça pedindo R$ 12 bilhões como compensação. E se considerarmos que 70% da malha em questão estão em Minas Gerais, dá para imaginar o valor do nosso interesse.

Vamos ficar atentos. Chega de prejuízos para Minas Gerais!

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