Álvaro Damião

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Que o bem vença o mal

20/11/2019 às 12:25

Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C. e Bruno Cantini/AtléticoHá tempos estamos discutindo sobre torcida única em clássicos, torcidas organizadas e por aí vai. Na verdade, os discursos ficaram mais frequentes de 2012 pra cá. Foi depois que o Atlético resolveu mandar os jogos no Independência, que os impasses começaram. 

Na última semana entrevistei as duas diretorias sobre os fatos lamentáveis que presenciamos no Mineirão durante o clássico entre Cruzeiro e Atlético. Cenas de selvageria, insultos racistas e por aí vai. Vou reproduzir algumas falas que o gestor de futebol do Cruzeiro, Zezé Perrella, e o presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, disseram sobre esse assunto. É preciso refletir sobre essas falas, afinal, os torcedores de bem estão se afastando do estádio por medo desses vândalos disfarçados de torcedores. 

Inclusive, na última semana houve uma reunião entre as duas diretorias, em que ficou definida a torcida única nos próximos clássicos. A medida pode até ser revista posteriormente, mas tanto Cruzeiro quanto o Atlético entenderam que é preciso dar um tempo na questão da torcida visitante. 

Sobre isso, Perrella se manifestou desta forma: “Eu tenho comigo e sempre tive que os 10% dos torcedores que vão lá, a grande maioria vai com a intenção de brigar. Em estádio de futebol ninguém consegue dar garantias. É diferente de vôlei, natação. Para quê 10%? Só para causar confusão. Os baderneiros de sempre não falham. Se uma pessoa deixar de morrer, é lucro. Está a cada ano ficando pior. Você vê hoje membro de torcida organizada soltando foguete na porta de dirigentes. As pessoas perderam a noção das coisas, perderam o rumo. Protestar, óbvio que todo torcedor pode, mas tem limite. Esse pessoal está passando de todos os limites” – afirmou o gestor cruzeirense. 

O presidente do Atlético, vai na mesma linha do cruzeirense: “Eu não chamaria nem de torcedores. São pessoas que vão com o intuito de brigar. Isso afasta o torcedor que a gente quer no estádio, que leva seus filhos, sua esposa. A gente quer ver o estádio cheio de gente de bem. Futebol é diversão, não é um campo de batalha”, disse Câmara.

Sabe o que é mais triste nisso tudo? É saber que ainda que decisão afete muitos torcedores de bem, esta ainda é a melhor opção. Beira o absurdo privar atleticanos e cruzeirenses de torcerem no estádio pelo seu time, mas infelizmente os tais “torcedores organizados” estão mais preocupados em acertar as contas do que incentivar o time. 

Que o bem vença o mal! 

Tamo junto e até a próxima! 

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